segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Defeitos e Virtudes

De que me importa os que falam dos meus defeitos,
Se é justamente neles que sou mais humano,
E é na minha humanidade que estão também minhas virtudes,
E nelas é que eu sou melhor.

Emanuel

Entre

Entre uma coisa e outra, poesia,
Entre um sonho e outro, canção,
Entre uma noite e outra, sorrisos,
Entre uma ciranda e outra, a fé...

Entre o que vejo e o que sinto, desejo,
Entre um medo e outro, coragem,
Entre uma vereda e outra, carinho,
Entre o que eu sei e o que eu sou, um sol...

Emanuel

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mudei

Me movo agora num ritmo natural,
Sou senhor de mim
E encaro com ousadia
O que há de bom e mau em meus atos...
Sem medos absurdos,
Sem noites em descaso,
Sem açoites e revezes inúteis,
Sem a fria covardia do silêncio,
Sem o silêncio da minha música sufocada...
Apenas amigos voltando do esquecimento,
Alunos virando amigos,
Sorrisos, energias e carinho...trabalho...
Como é boa a sensação de VIVER!!!!

Bj

Emanuel

O que há agora

Há um sol em mim...
Uma medida plena das coisas que sinto,
Que me transformam e me motivam...
Que me realizam e fazem cantar...
Há uma lua em mim,
Imensa como meu desejo de vida...
Intensa como o amor pela filha (Giullia Freitas)
E arrebatadora e irresistível como os sonhos
Há então uma esperança,
Saudade do futuro,
Desejo do agora,
E gratidão pelo que passou e fez crescer o Homem...

Emanuel

Amor

Que louco o homem sem amor...
Como o amor é força, ele é fraco,
Como o amor é calor, ele é frio,
Como o amor é voz, ele é silêncio,
Como o amor é vida, ele está morto...
Assim sendo, melhor amar...
Apesar dos tombos,
Apesar dos choros,
Apesar da loucura,
E esperando a dádiva divina,
De ser digno de continuar amando...

Emanuel

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Enviado a mim pelo professor Alvaro Maciel. Uma grande ajuda na feira cultural de 2011. Fica aqui o meu muito obrigado, e divido com vocês o texto que ele encontrou. Bjs.

Análise da música "O Bêbado e a Equilibrista", por Sérgio Soeiro.

Gravada em 1979, esta música de João Bosco (melodia) e Aldir Blanc (letra), retrata uma época marcante da história do Brasil e tornou-se um hino à anistia no período final da ditadura militar iniciada no golpe militar de 1964.
Ao fim da década de 1970 a ditadura brasileira sofria grandes reveses. A pressão pela abertura democrática vinha de todos os lados, mas o regime se mantinha duro e firme. As incertezas eram imensas e quem ousava levantar a voz contra o regime corria o risco de pagar, até com a própria vida, pelo ato.
Assim, este texto é um discurso de denúncia e esperança: O “Bêbado” é a classe artística, representada pelo seu símbolo-maior, Carlitos, personagem de Charles Chaplin, com toda sua aura de liberdade e utopia.
Chaplin foi um artista cujo trabalho visava as pessoas menos favorecidas, e no final dos seus filmes havia sempre uma estrada e uma esperança, onde Carlitos andava em direção ao infinito. A “Equilibrista” representa aquele fio de esperança que estava surgindo, a democracia. Aldir Blanc foi muito feliz em representar algo tão tênue e incerto quanto nossa abertura política, na figura de uma equilibrista.
Desta forma, ambos, a classe artística e a esperança de democracia tinham que se equilibrar em suas “cordas-bambas” para poderem atingir seus objetivos.
Aldir Blanc é considerado um poeta-repórter, pois seus textos geralmente são fatos de uma época, e o discorrer desta música são imagens deste período de incertezas.
No verso “Caía a tarde feito um viaduto”… Ele quer dizer que a tarde caia abruptamente, tal qual parte do Viaduto Paulo Frontin, no Rio de Janeiro, que desabou em 1971.
“E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos”… O “traje de luto” simboliza o estado no qual a classe artística encontrava-se na época, pela falta de liberdade de criação.
Invariavelmente, todo fim de tarde sugere melancolia e tristeza, uma vez que estamos saindo da claridade do dia para a escuridão da noite. Aldir Blanc utilizou esta imagem para representar a situação na qual vivia o Brasil. Além de quê, sabe-se que as sessões de torturas eram realizadas nos porões do DOI-CODI durante a noite.
Sem luz própria, “A lua” assume as funções de “dona de bordel”, pegando emprestado um pouco de brilho das estrelas, exatamente como faz a cafetina com suas contratadas, e também para fixar a imagem de que naquele início de noite, tal qual prostitutas, as estrelas eram de brilho falso e sem vontade de brilhar.
Ainda com os olhos para o alto, há “as nuvens e o céu”. Estas imagens nos remetem ao universo da religiosidade. No final da década de 1970, quando o país discutia a anistia geral e irrestrita, a igreja católica demorou a se posicionar e acabou defendendo a anistia, mas com restrições. A imagem de “mata-borrão do céu” demonstra o poder político e balsâmico da igreja.
Dentro do texto, o protesto contra as torturas que ocorriam na calada da noite fica evidente. Para saudar essa noite do Brasil, só se justificava se fosse na alegria etílica de um bêbado. Somente num estado de loucura poderia se reverenciar aquela realidade.
O nacionalismo aparece nas entrelinhas com o Hino Nacional. “A nossa pátria, mãe gentil” abrigava as esposas e mães que choraram por seus filhos e maridos. A primeira entidade organizada para lutar pela anistia foi o MFA – Movimento Feminino pela Anistia, criado em 1975.
O texto também fala dos exilados, como foi o caso do sociólogo Betinho, irmão de Henfil, e relembra as mortes do jornalista Vladimir Herzog e do metalúrgico Manuel Fiel Filho ao citar os nomes de suas esposas, Maria e Clarisse, respectivamente.
Este texto traz a voz de alguém que num momento de consciência, acorda para um mundo totalmente adverso, observa o que está à sua volta, o céu da cidade, um bêbado, o cair da tarde. Tudo é estranho e triste. Mesmo assim há uma esperança que não abandona a sua missão. Por isso pode-se vislumbrar a liberdade e sonhar com ela, mesmo quando os olhos só vêem a opressão.
Fica claro no texto que o desejo de liberdade sempre vai estar no coração do homem. Esta é a sua arte.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Mosaico

Mosaico sim!!!!
Pedaços de tudo e de todos...
Sorrisos e tristezas,
Belezas e sussurros,
Canções, poesias,
E dias inteiros de luz...

Família, amigos e rodas
Alunos, violas e porteiras,
Amor de cigano e rompantes
A força maior das alegrias e das dores...

Mosaico de choro e de sonho
Fatias inteiras de mim espalhadas,
As quietas, e às gargalhadas
Vendo as vezes mais do que poderiam supor...

Então uma vela aberta no vento,
Incerto, certeiro e cruel...
Algoz e menino trigueiro
Mosaico nuns olhos de gente...

Emanuel